Autora: Agustina Bazterrica
Editora: DarkSide
Páginas: 192
Sinopse: O banquete mais sinistro de todos os tempos
Diz o antigo ditado que “Você é o que você come”. No romance Saboroso Cadáver, de Agustina Bazterrica, esse ditado é levado às últimas consequências. O livro conta a história de um vírus que se espalha entre os animais de todo o planeta e torna sua carne mortal aos humanos. Impossibilitados de utilizar os animais para a alimentação, a sociedade regulariza a criação e a reprodução de seres humanos como animais de abate, transformando o mundo num lugar cinzento, cínico e inóspito.
Nesse romance visceral, grotesco, repleto de descrições vívidas e nauseantes capaz de nos alimentar na medida certa, vamos acompanhar a rotina de Marcos Tejo, funcionário do frigorífico Krieg,, que recebe de presente uma mulher viva, considerada “carne de primeira”. Ironicamente, esse funcionário parece ser o mais humano nesse mundo terrível. Seguindo seus passos, presenciamos o processo metódico da criação de pessoas, abates, experimentos de laboratório, caçadas humanas e suntuosos jantares canibais.
O que eu achei: Quanto vale a vida humana?
Uma distopia sobre abate e consumo de carne humana, onde um vírus tornou a carne animal imprópria para o consumo e o governo liberou a carne humana para que fosse consumida. E surgiu aí então uma disputa por poder e o lucro acima de qualquer coisa,
É um livro muito cruel e perturbador, com inúmeros gatilhos e precisa ter estômago forte para ler, porque cada capítulo se torna um tapa na cara.
Todos os personagens são vazios, não existe mais humanidade nem empatia.
Não sei se foi por ter lido "Jantar Secreto" que me senti preparada e não me choquei tanto com os fatos, como todos os personagens eram rasos e sem emoção, o final se tornou de certa forma previsível.
Gostei da premissa e de como o mundo paralelo foi construído, mas certas coisas achei sem sentido/propósito e vago porque nada de fato foi aprofundado, parece que apenas foi jogado ali.
Traz questões conflitantes e reflexivas, mas não indico, nem leria novamente.
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